Atriz vencedora do Oscar e fundadora do Instituto de Gênero na Mídia que leva o seu nome, Geena Davis mostra os resultados de um estudo – sem precedentes em profundidade e escopo – sobre representação de gênero na publicidade e quais os efeitos que as imagens geram ao redor do mundo.

Há quinze anos, parei um pouco com a minha filha para assistir à programação infantil na TV. Na ocasião, fiquei completamente chocada com a ausência de personagens femininas nos programas voltados justamente para as crianças mais novas. Aliás, elas não só estavam em falta na TV infantil e nos filmes para família, como também quando apareciam eram frequentemente unidimensionais, presas aos estereótipos ou valorizadas apenas por sua aparência.

Com essa pulga atrás da orelha, fui atrás de várias pessoas da indústria para saber se elas estavam enxergando o mesmo que eu. Para minha surpresa, descobri que ninguém parecia se preocupar com essa questão. Na verdade, elas acreditavam que a desigualdade de gênero no universo infantil era coisa do passado – incluindo os diretores e criadores desses tipos de programa. Foi aí que resolvi tomar a dianteira nessa discussão.

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