Publicação original em Google

Outro dia estava ouvindo o podcast Histórias de Ninar para Garotas Rebeldes quando a Amélia, minha filha mais nova, fez uma pergunta que pega qualquer mãe desprevenida: “Mãe, o que é ser rebelde?”.

Comecei a me questionar sobre qual seria uma explicação possível para uma criança. Rebeldes seriam aqueles que desobedecem regras? E se ela achasse que rebeldes são aqueles que desobedecem seus pais?

Mulheres rebeldes seriam iguais a homens rebeldes? Muitas de nós somos levadas a pensar que um homem rebelde é corajoso, quebra padrões, lidera batalhas. Mas quando o adjetivo é aplicado a nós, parece que as pessoas estão falando de uma mulher "difícil", indisciplinada, turrona.

Questões como essa nos mostram como continua sendo importante falar em igualdade de condições entre mulheres e homens, especialmente no mercado de trabalho, como apontamos em 2018. No ano passado, falei do impacto profundo que a dupla – às vezes tripla – jornada feminina acaba tendo nesse contexto. Mas para não dizer que não avançamos, fato é que em seis décadas, somente no Brasil, a nossa participação profissional formal mais que triplicou.1

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